19 de ago de 2008

Vale tudo: cores e estilos diferentes à mesa

Há alguns anos, quando comecei a me interessar por casas de campo e restaurantes com estilo mais rústico, fui ao Santa Gula e percebi que eles não serviam os pratos em porcelanas iguais. Fiquei encantada com aquela idéia e passei a gastar algum tempo observando como os pratos eram servidos por aí. Também comemos com os olhos não é mesmo? E o Santa Gula sabe muito bem provocar esse sentido.

Esse jantar aconteceu há mais de cinco anos, quando filho e Cabana Bacana eram apenas sonhos de futuro. Louça, serviço de mesa e porcelana é uma paixão da minha mãe, que razoavelmente herdei ao vê-la comprar e se encantar nas lojas e, claro, no Louvre, com toda aquela coleção chinesa e do Oriente Médio. Aliás, quando ela entrou naqueles corredores meio escuros do museu, só sabia me perguntar por que não havia preço nas peças... Não duvido que ela cogitou comprar algum prato iraniano, provavelmente do século X ou XI, como esse aqui debaixo.


Antes de decidir a planta da casa, comecei comprando os pratos. Incrível pensar nisso hoje, mas é a mais pura verdade. Eu já tinha dez pratos embalados e guardados e nem sabia se conseguiria construir a Cabana. Isso porque fui levada para passear no outlet da Porcelana Schmidt, em Mauá (veja no site o endereço da fábrica, fica no mesmo lugar).

Claro que já conhecia de vista boa parte da coleção, mas o mais encantador é que eles vendem peças avulsas com pequenos defeitos de pratos rasos, de sobremesa, de sopa, xícaras de café, de chá, consumés, sopeiras, bules e tudo mais que produzem em todos os estilos. TODOS!

Como não encher o carrinho?

A única coisa que me preocupei em manter foi formato e desenho. Selecionei apenas pratos rasos e de sobremesa redondos e com motivos florais. Ah, também me dei ao luxo de repetir alguns modelos que gostava muito, caso quebrassem.

Comecei timidamente, separando pratos muito parecidos. Escolhi esses três modelos aqui:




Depois escolhi um prato de um jogo igual ao que minha avó usava (abaixo), com flores grandes estampadas na porcelana e bordas com relevo. Nessa primeira compra, foram 10 pratos (8 modelos diferentes).



Como os tons estavam muito pastéis, decidi que precisava colocar cor na seleção. Numa segunda ida à loja, parti para escolhas mais arrojadas. Comprei mais seis pratos rasos e uma dúzia de sobremesa.

Sem dó e para matar uma vontade, peguei esse verde com dourado!


E fui indo até parar em um de sobremesa deste modelo aqui!


Minha idéia não era exatamente original, mas hoje em dia me divirto muito em ver o pessoal em casa escolhendo e dizendo por que gosta mais de um ou de outro. Um verde claro com flores branquinhas é sempre o do João. O verdão com dourado é meu! Mas também gosto bastante de um com barrado em flores pretas, cor-de-rosa e prateado.

Homens e mulheres reparam e se divertem em comentar as estampas, os formatos. Alguns meticulosos talvez fiquem incomodados com a mesa desigual. Mas ser tudo desigual não deixa de ser uma regra, não é?

Um comentário:

deborah disse...

Analu, o blog está uma delícia. Amei as porcelanas e a princesa do jardim. Vida longa à cabana bacana!!!
bjs
db