14 de abr de 2015

Blogs x Lojas

Ontem precisava encontrar uma loja virtual que gostava muito, pensei num presente de aniversário que sabia que teria lá, mas não conseguia me lembrar do nome. A loja era ótima, sempre com Aquele produto interessante, diferente e divertido para presentear. Os preços eram bem bons também.

Para lembrar, entrei no Cabana pelo celular. Sabia que tinha link para a loja em algum lugar. Durante essa investida, descobri duas coisas importantes. A primeira e melhor é que é muito gostoso ler o Cabana no celular. Me diverti lendo posts antigos, histórias que nem lembrava mais. Foi quando fiz a segunda e ruim descoberta: no celular, o blog perde toda a formatação, o que não me deixava encontrar a loja que estava linkada no menu que fica na direita. Desencanei da busca e continuei lendo meus textos, que de tão antigos não pareciam mais meus.

Hoje, cheguei em casa, peguei o notebook e resolvi encontrar a bendita loja. E ela infelizmente não existe mais. Uma pena mesmo. Daí fui conferir se as outras lojas existiam. Poucas resistiram ao tempo e à concorrência pesada da internet. De lojas pequenas, personalizadas, quase nenhuma. Poucas que são exclusivamente online duraram. A maioria são lojas que existem no mundo de carne e osso, mas também têm suas versões na web.



Por outro lado, ao conferir a lista de blogs, fiquei muito feliz de ver que muitos continuam em plena atividade, como o Technicolor Kitchen e o SuperZiper. Recomendo muito a leitura dos dois. O Tech... fala de comidas gostosas, tem fotos lindas e um texto amigável, bate-papo do bom. O Super... é daqueles de artesanato e soluções, com vídeos e ideias incríveis, que enchem os olhos e alimentam o sonho de saber fazer algo minimamente bacana como as coisas que estão lá. Sem dizer que é um roteiro por lojas americanas (ops, não aquelas vermelhinhas do Brasil)... ai, ai, aquelas dos EUA são um sonho.






Terceira coisa (sempre tem mais uma!) a felicidade de reencontrar o meu Delicious! Minha querida lista de favoritos superbem catalogada, ali intacta, sem marcas de tempo, com link que leva para meu site pessoal. Próximo desafio é conferir se tudo ali ainda funciona... mas isso eu devo levar mais um ano para descobrir =)

bj com saudades,
Ana

17 de ago de 2014

Cores tranquilas

Começar uma obra não é simples. De uma casa, que fica no alto de uma serra, a quase 200 km da sua residência de todo dia, é menos simples ainda. E nesse sobe e desce a serra, vamos sonhando, planejando e descobrindo como é a vida real. Mas aí vem o tempo e te prova por A + B que você cometeu alguns erros. Aqueles erros gostosos da juventude. Aquele erro divertido, que nem dá vergonha de dizer que fez, mas também não dá para recomendar. Mas, apesar de ser errado, foi melhor ter feito e matado a vontade.

Foi assim com a cor que escolhi para a Cabana. Queria porque queria uma casa com rosa forte, quase vermelha. A cor é linda. Sou apaixonada por ela. Mas não funciona. Ela desbota muito, muito rápido. E conforme sai, como tem muito magenta (e chumbo na composição), vai desbotando e ficando cinza. E desse rosão alegre para um cinza feio, dá uma tristeza.

Por isso resolvi pegar leve e escolhi uma cor com mais branco na composição. Um rosinha claro, fofo, que mantém a personalidade original da casa. Mas de um jeito mais tranquilo, mais duradouro. Afinal é assim, passam rápido os furacões, de cores fortes e marcantes. São divertidos, juvenis. Mas tem horas que a gente só quer um rosa que demore para passar. Que fique, mesmo que brando, por muito tempo.

Tô mais para leveza.

;-)
Ana





16 de ago de 2014

Um hobby para mim


Outro dia estava comentando que eu precisava ter um hobby. A gente sempre lê por aí que é importante não viver para o trabalho. E é verdade, claro. Mas que também é importante ter outras atividades, fazer um exercício físico e... ter um hobby.

Nunca fui muito do tipo tricô e crochê. Nem do tipo que sonha em rodar o mundo observando os pássaros. Nem pescar. Nem esportes radicais. Sempre fui de ler. Mas ler, né? Eu só faço isso o dia todo. Além de fazer reunião, é claro. Mas ler não pode ser meu hobby. Porque faço isso como trabalho mais do que como hobby. Queria ter um hobby.

E me lembrei que eu tinha, eu tenho, um só meu e para chamar de meu. Quase virou trabalho um dia, mas começou como hobby. E é este blog aqui. Não importa se alguém vai ler. Se vai ter clique no AdSense do Google. Se vai aparecer bem rankeado nos sistemas de busca ou qualquer coisa que pareça trabalho.

Esta Cabana é meu hobby. E depois de tantos meses, vou voltar a cuidar do meu hobby. Com carinho e com afeto.

Bj
Ana


28 de mai de 2013

Downton Abbey e o chá da tarde



Downton Abbey é uma delícia de seriado. Meio novelão, meio Jane Austen. E por isso mesmo com todos os sabores e temperos que uma boa trama de época bem inglesa pode oferecer.

Poderíamos passar horas e horas debatendo cada detalhe, cada olhar, suspiros e movimentos que acontecem naquela mansão. Aliás como as palavras são escassas e seus significados intensos! As intenções e os propósitos de cada personagem ficam explícitos em meros olhares. Como é interessante imaginar como os desaforos não eram falados, nem gritados, mas expressados em pequenos gestos e olhares certeiros.

A irmã mais velha acabando com o futuro da irmã do meio em apenas duas ou três frases, depois dessa ter destruído sua honra por capricho e inveja. Acompanhamos grandes sentimentos, atitudes que colocam em risco uma vida, sendo encenados num ambiente ricamente detalhado na Inglaterra do início do século XX. Um prato cheio.

E por falar em prato cheio, como não se encantar com a criadagem, com quem certamente até nos identificamos mais? A jovem datilógrafa, que esconde sua máquina como se estivesse cometendo um pecado! A querida cozinheira ranzinza, que decide o que todos vão comer, dos nobres aos cachorros da casa. Até seu ensopado, que só é servido aos criados, parece delicioso.

Mrs. Patmore

Os pratos são ricos, meio franceses. Mas o que mais encanta são os pequenos sanduíches, os biscoitinhos e uma sorte de guloseimas que enfeitam a hora do chá das damas.

Inspirada nesses doces momentos, em que as mulheres maduras se encontram para definir a vida das mais novas, se elas vão a Londres, se vão ou não conseguir se casar e toda sorte de aparente futilidade, é que fui buscar algum livro de receitas sobre a série. E, claro, encontrei!

A historiadora culinária Pamela Foster alimenta um blog com receitas inspiradas em Downton Abbey. Pamela vive no Canadá, é autora do livro Abbey Cooks Entertain e publica receitas de Afternoon Tea (um vídeo para a TV aqui).

E, como não resisto a essas questões históricas, Pamela explica que essa moda de tomar chá começou com Catarina de Bragança, de Portugal, que se casou com Charles 2º em 1662, e popularizou esse costume pela Europa. Foram quase 200 anos para que Anne, uma dama da corte da rainha Vitória, tivesse a brilhante ideia de comer bolo com chá entre o almoço e o jantar. Esse costume foi se aprimorando até chegar nos banquetes que são servidos hoje.



Todos param para o chá


 E a vida real, caso você estiver passando por Londres...

No May Fair Hotel é assim...




9 de mai de 2013

Dia das Mães: a presença é o melhor presente (ou dicas para quem está sem grana)

Mãe que é mãe quer estar junto dos filhos. Se possível, todo dia. Se não der, sempre. Se não der mesmo, pelo menos no Dia das Mães tem que dar, né?

Mas filho que é filho nunca quer chegar de mãos vazias. Porque um presentinho sempre é um jeito carinhoso de dizer "eu te amo".

Algumas dicas para complementar sua presença, sem gastar muito.


1. Vá vê-la com alguma peça de roupa ou acessório que ela te deu. Mesmo que você não tenha gostado muito, é um super gesto de carinho e consideração. E o gasto é zero.

Vale o agrado...



2. Um cartão escrito à mão, com palavras sinceras e seu jeito de falar. Nada de cartões com frases prontas, podem até ser divertidos, emotivos, mas gaste um tempinho num toque personalizado. Afinal ela é sua mãe e merece essa dedicação.

Pode exagerar...


3. Você sabe cozinhar? Um bolo simples, um prato de sanduíches ou até uma lata de leite condensado cozido. A dica é simples, não importa o que você fizer, dê um toque final com uma embalagem simples e eficiente. Papel celofane, um papel plástico transparente e durinho, custa menos de R$ 1,00 a folha e faz um efeito incrível. Faça o bolo ou doce preferido, coloque em um prato legal (seu mesmo, não tem problema levar de volta da casa da mãe), embrulhe com celofane, dê um laço bonito e pronto. Presentão.

Quer uma receita simples?

Bolo de água!

Em casa era feito no esquema 4, 3, 2, 1.
4 ovos
3 xícaras de farinha de trigo
2 xícaras de açúcar
1 xícara de água
1 colher de sopa de fermento em pó.

Modo de fazer:
Basta as claras em neve (reservar)
Misture bem as gemas com o açúcar
Juntar aos poucos a água
Acrescente a farinha e a água
Misture devagar o fermento e depois as claras em neve.

Asse no forno médio/baixo por uns 30 minutos.

Forma redonda é melhor.

Ele tem de ficar fofinho no meio e com uma casquinha firme na cobertura.

Mais fácil que isso é passar numa dessas novas lojas que andam pipocando por São Paulo, onde você encontra bolos ótimos e simples por até R$ 9!

Alguns bolos que já provei e recomendo:




Bolo de maçã e nozes da Cacau Brasil (o meu preferido!) - http://www.chocolatecacaubrasil.com.br




Brigadeiro Doceria e Café - http://www.brigadeirodoceria.com.br

 

28 de abr de 2013

Tecido adesivo - uma solução prática para reformar móveis



Desde sempre adoro ver programas de artesanato na TV. De Daniel Azulay a vídeos caseiros no YouTube, passando por Mulheres, Ana Maria Braga (antes da Globo) e qualquer outro que tivesse um quadro desses, eu assistia. Nunca consegui fazer nada que me orgulhasse... Mas adorava ver a habilidade daquelas pessoas que faziam coisas lindas com materiais simples.

Uns meses atrás descobri o tecido adesivo. Ainda não comprei. O investimento é meio alto para quem não tem muito traquejo com a tesoura ou o estilete... Mas, agora que estou em reforma em casa, e está sobrando a cômoda de bebê do João, estou considerando muito tentar fazer uma dessas aqui do vídeo. Será?


24 de abr de 2013

Doce deleite


Saiu hoje na Folha, caderno Comida, a receita do doce de leite mais gostoso do mundo (na minha opinião, é claro). É um doce de leite meio azedinho, que lembra infância, família, de comer até se lambuzar.