14 de set de 2008

Luz, câmera, ação!

"E nesse paredão, de pé direito duplo, vou colocar um projetor para ficar passando todas as fotos do João! Assim quem chegar poderá ficar vendo as imagens do meu bebê lindo desde o dia em que ele nasceu!"

A brincadeira sobre o que colocar no paredão superior que fica exatamente na frente de quem entra na Cabana já era um sinal de que eu não tinha a menor idéia do que fazer ali. A parede, que começa no primeiro andar e vai até a ponta do telhado, fica em cima da copa e é o fundo da suíte do piso superior. É alta e muito larga (não sei as medidas de cor) e realmente dá a impressão de uma tela de cinema!

Claro, eu jamais projetaria nada ali, mas depois de alguns casamentos emocionantes com telão passando fotos históricas dos noivos e a experiência recente de ligar o computador para mostrar as fotos do meu filho, à época da obra com quase dois anos, aos amigos que nos visitavam, parecia bastante justo usar aquele espaço para uma "exibição permanente do desenvolvimento do João"...

A verdade é que depois de tanto pensar e ponderar, decidi por arandelas que causassem algum tipo de efeito visual na casa. O espaço era nobre e merecia algo mais artesanal, autoral. Foi quando conhecemos o Jardins de Barro, da Cynthia.




No período das compras de Natal de 2007, seu ateliê-casa se transformou em um bazar, com produtos do pessoal do Caminho das Artes, de Santo Antonio do Pinhal.



Ainda estava na fase de namorar peças interessantes para depois decidir o que ficaria bem aonde. Para levar alguma recordação do local e ter certeza que aquela cerâmica faria parte da Cabana, escolhi uma saboneteira verde com um biquinho, para a água escorrer, que fica dentro do box do banheiro do João, e outras três saboneteiras para as pias dos banheiros, duas brancas e uma azul cobalto. Essas três na verdade eram suportes para hashi, mas adaptei para usar como saboneteira. Ah, sim, e uns enfeites para árvore de Natal e um Jota azul para a porta do João, que se espatifou (para dar sorte!!!) assim que ele foi entrar no carro.

Mas por que cerâmica na pia do banheiro? Porque eu havia decidido que não haveria metais nos acessórios dos banheiros. Tudo seria artesanal ou feito a partir de materiais naturais, como madeira, palha e, claro, barro.

No final de janeiro deste ano, voltei até a casa da Cynthia para encomendar as arandelas do paredão e testar uma luminária para as seis luzes penduradas da copa. Ela pediu prazo. Eu, ingenuamente, disse: depois do Carnaval tudo bem. Ela riu e disse que era impossível. O tempo, úmido demais, não secava nem por sonho as peças. Respondi um OK e esperei ela ligar para dizer quando ficariam prontas.

Fevereiro chove, março chove ainda mais, abril superúmido, maio menos chuva, junho mais seco. No começo de julho, Cynthia liga na hora do almoço para avisar que as arandelas estavam prontas e o teste de luminária também! Fiquei aliviada e ao mesmo tempo muito triste... Tinha acabado de voltar de Campos e sabia que não iria poder viajar tão cedo... Apenas na última semana do mês quando tiraria uns dias de folga.

Como também não aguentava mais ver as lâmpadas da copa apenas no fio, já tinha providenciado umas luminárias coloridas, de estilo japonês, feitas de tecidos em formato de balõezinhos. Mas estava muito disposta a ficar com o teste que tinha desenhado com a artista, que depois vir saber não era da Cynthia, mas da Nancy.

As arandelas, pretas, ficaram lindas! Exatamente como havia imaginado e com esse toque de quadradinhos de película de filme de máquina, rolo de cinema. Deu um ar bastante dramático (no sentido de dramaturgia, não de tristeza) para o paredão.



Cynthia contou que teve de fazer seis delas até conseguir o formato abaulado correto...



O teste de luminária ficou tão lindo que foi parar no hall de entrada, outro ponto "nobre" da Cabana. E ainda bem que não coloquei na copa... ele é pesado e não teria o efeito que eu esperava!




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